O verso do inverso

 

Lar e prisão;
Alegria e dor;
companhia e solidão;
ódio e amor.

O inverso do  verso
Faz a verdade.
O verso do inverso
Faz a poesia.

Invade a mente
Faz e desfaz a fantasia
Cria, destrói, constrói…
Torna a tristeza, alegria.

O inverso do verso
E o verso do inverso
Tornando a lucidez, melancolia

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Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? – me perguntarão.
– Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas – Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação…
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

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Descompasso

Por que a vida marca?
Por que a rua não é reta?
Me passo torto e descompassado
Vai direto aos velhos becos
Sujos e sem saída
Empoeirados de lembranças…
São os becos de onde venho.
Não sei andar nessa vastidão
Não sei andar sozinha por essas ruas.
E a vida… É isso?
Ruas com paisagens sinuosas
Caminhos brincando de esconder
Sonhos que aparecem-desaparecem
Não se entendem…
Vida onde o normal
É se tornar anormal.
Rumo ao silêncio, rota solidão!
Estrada sem fim, dor sem razão.
Vida tão evidente
Que num dia nos mata
E no outro,
Nos obriga a nascer de novo
Totalmente desarmados.

Labirintos

Eu em mim sou minha prisão.
Um labirinto de vidro e ilusão.
Mas ser real é sair da redoma,
Quebrar o vidro e exibir os cortes.
Mas ainda tenho porões escuros
Que nunca ousei limpar…
Tirar a poeira é mexer em feridas antigas
E para mim sempre foi dolorido
Pensar até o fundo das coisas.
Mas chega de pensamentos adormecidos!
É loucura sonhar
Nesse tamanho silêncio… Sozinha. Continue reading

Dance, simples assim.

Todo dia todas as pessoas enfrentam problemas e passam por estresse no trabalho, na escola ou em casa. Todos os dias as pessoas se esgotam, chegam cansadas em casa e apenas dormem. Essa é a rotina de uma pessoa comum ( na maioria das vezes).
Uma rotina exaustiva, esgotante e tediosa. Mas, existem pessoas que conseguem algumas horas para, simplesmente, “desaparecer” do mundo por algumas horas. Existem pessoas que conseguem não pensar em nada – nem trabalho, nem escola, nem problemas familiares, enfim… Nada.
Essas pessoas são  as que dançam. Ah, a dança ; que sensação boa é dançar.
Durante a dança, é como se você sumisse do mundo… Tudo a sua volta evapora e o você é transportado para outro mundo. Um mundo onde só há você, a música e seu corpo.
A concentração vai para a música e para os movimentos. No momento em que a música começa seu corpo balança junto… E, de repente, você está dançando. Você e mais ninguém.
Um você diferente, um você sem problemas, sem estresse… apenas você.
Está estressado? Dance.
Está cansado? Dance.
Está bravo ? Triste ? Feliz ? Preocupado ? Dance, dance, dance e não pare de dançar.
Dance na rua ; dance na chuva, no sol. Dance no frio, no calor. Dance em casa, no trabalho, na escola.
Dance, apenas dance!
Dance, simples assim.

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Veneno corrosivo

Uma garota com um sorriso no rosto, uma alegria no coração e um brilho nos olhos. Mas, não é qualquer garota; não é qualquer sorriso e, com toda a certeza do mundo, não é qualquer brilho que ela possui nos olhos.
Um dia tudo isso simplesmente some. O que antes era um sorriso agora é apenas uma expressão indecifrável ; o que era alegria… Agora é tristeza e, aquele brilho que havia em seus olhos, também não existe mais. Agora pode-se ver que seus olhos estão distantes… Perdidos em seus pensamentos mais confusos ; em seus tormentos; em seus medos.
“O que aconteceu com você, pequena garota?”. ” Saudade… A saudade aconteceu comigo.”- respondeu a garota com sua voz tranquila e confortante, porém, perdida e longe desesperada para encontrar o caminho de volta.
A saudade levou uma parte da garota e deixou um espaço vazio dentro de seu corpo… Deixou um buraco onde morava sua alegria e tranquilidade.
E, como um veneno, a saudade foi consumindo essa menina. Foi comendo suas forças, bebendo sua felicidade e sugando sua vontade de continuar.
Mas essa garota sempre será lembrada por seu sorriso ofuscante, sua alegria contagiante e, acima de tudo, pelo brilho que levava em seus olhos sonhadores. Aquele brilho que só ela tinha. Aquele brilho especial e único. O brilho da paixão

Covardia para a não postura

Quase: adv. Aproximadamente; perto de.
Considero o “quase” uma palavra que causa frustração, tristeza e, arrisco até dizer, que causa um tipo de decepção ao ouvinte de tal palavra. Pelo menos ao ouvinte que se importa.
Um dos maiores problemas dos seres humanos hoje em dia, na minha opinião, é que aceitamos o “quase” como um tipo de vitória. Aceitamos o “quase” como a “não derrota” ; como algo que não é tão bom como a verdadeira vitória mas, não é ruim como a decepcionante derrota.
Dizem: ” Você quase conseguiu bater o recorde” ou ” você quase passou na prova” ou, até mesmo, ” você quase foi promovido” e esse “quase” deixa você quase tão feliz quanto se alguém dissesse que você realmente conseguiu. Deixa-o tão feliz a ponto de criar uma zona de conforto e viver sempre nela.
Talvez seu motivo seja não arriscar o que já conquistou; talvez seu motivo seja preguiça ou, talvez, seja algum motivo pessoal… Não sei.
Mas, se parar para pensar, o verdadeiro motivo por trás de suas desculpas e de suas tentativas de esquivar da verdade é a falta de postura. A falta de querer mais. De querer crescer mais seja no trabalho, na escola ou em casa…
Queira mais. Levante. Lute. Saia dessa sua zona de conforto, coberta de “quase e recheada de perda de oportunidades.
Busque cada vez mais e, quando você quase conseguir, não aceite esse “quase como uma vitória mas sim como uma segunda chance de realmente conquistar, de vencer de verdade.
Não desista.
Lute.
Conquiste !